"Seu universo de estudo está distante da erudição. Mário vasculha as coisas do povo e dá testemunho da riqueza da cultura brasileira ao somar quase 60 títulos publicados. (...) São tratados sobre o dia a dia de cada brasileiro. Coisas que de tão rotineiras passariam despercebidas, não fosse o papel de folclorista deste octogenário".
Ana Lígia Scachetti
"Trata-se de um arguto sociólogo-pesquisador, profundamente dedicado a temas da Sociologia Regional, especialmente do Nordeste, abrindo com sentido pioneiro e originalidade o debate de temas até então ainda não estudados, imortalizando na prosa quadros e cenas na vida social que vai desaparecendo e que sobrevive no mundo a que dedica sua atenção de pesquisador pioneiro".
Pinto Ferreira
"O conhecimento da obra de Mário Souto Maior é indispensável ao conhecimento do Nordeste. Nela estão os costumes, o comportamento, a cultura, a lama do povo nordestino. Cada livro revela-nos um pouco do que somos, do que pensamos, como nos relacionamos com o meio e as outras pessoas".
Altimar Pimentel
"Quando o palavrão vem dentro de um espetáculo de cultura e atende às necessidades indiscutíveis de esclarecimento do público faz parte da obra de arte.."
Cacilda Becker
"O Diabo deve estar orgulhoso pela homenagem que você lhe prestou com o seu novo livro. Que riqueza de informação sobre a presença Bode - Preto no dia-a-dia do Nordestino! Esse levantamento impressionante sugere que se estenda a pesquisa ao resto do Brasil, onde o tinhoso é igualmente companheiro nosso de toda a vida, como a face oposta do divino".
Carlos Drummond de Andrade
"(...) Partindo desta premissa, refiro-me ao pesquisador e mestre Mário Souto Maior, 80 anos de idade, porém ainda um menino, contando e ouvindo histórias infantis como no copiar das fazendas coloniais se ouvia das mucamas contadoras de estórias de então".
Celso da Silveira
"O estudo sobre o palavrão na língua portuguesa que o Dicionário elaborado pioneira, lúcida e pertinentemente por Mário Souto Maior representa não é nenhuma exploração dos aspectos saliciosos que o autor poderia apresentar enfaticamente do assunto, disfarçando salicidade com o rótulo de estudo ou a simulação de ciência. Ciência folclórica ou ciência semântica. Mais do que isto é uma sociologia ou ecologia do palavrão da língua portuguesa do Brasil. Quem versa sobre a matéria é intelectual consciente de sua responsabilidade e cioso de sua dignidade de homem de ciência como é Mário Souto Maior".
Gilberto Freyre
"Rimbaud já nos falava do tempo dos assassinos. Há indícios de que este final de século seja o dos assassinos, do corpo e da alma, e os assassinos estão sob a proteção do Diabo. Como lutar contra ele? Conhecendo-o. Comecem por Mário Souto Maior (" Território da Danação - O Diabo na Cultura Popular do Nordeste") para compreender a alma popular e se quiserem dar uma cutucada no Diabo (...) Não há que lutar contra o Diabo. Abram o livro de Mário Souto Maior e vejam se não é verdade: vencido ocasionalmente, o Diabo reaparece. Aproveitemo-lo na Arte, já que na Política e na Economia Ele nos esmaga".
Hermilo Borba Filho
"(...) Sou velho admirador do seu trabalho, velho leitor de seus livros: você é um desses trabalhadores intelectuais que realmente contribui para nossa cultura. O "Dicionário" (de Palavrão e Termos Afins) coloca-se entre as pesquisas mais sérias realizadas não só por você, mas por todos os estudiosos da linguagem do povo brasileiro. Com ele, você dá uma dimensão maior à sua obra já importante".
Jorge Amado
"Mário Souto Maior é um pesquisador que as tarefas consagraram na evidência das indagações obstinadas e surpreendentes. Tem faro teimoso, comunicação clara e ágil, sabendo exatamente ler e ver. É uma roseira credenciando a própria floração".
Luís da Câmara Cascudo
"Modernamente, Mário Souto Maior é uma espécie de sacerdote e de militante do folclore. Dirigindo um Centro de Estudos Folclóricos na Fundação Gilberto Freyre, ele trabalha com uma dedicação franciscana na divulgação do folclore".
Manuel Correia de Andrade
" Não é qualquer um que consegue usá-lo bem; o seu emprego é uma arte."
Oduvaldo Viana
"Mais conhecido como o ousado inventariante dos nomes ditos feitos, empregados pelo povo brasileiro para denominar sobretudo as partes ditas pudendas do corpo humano, Mário Souto Maior, é no entanto, bem mais do que o lexicógrafo da pornografia brasileira. (...) É um escritor incansável, um modelo do pesquisador, um dos maiores estudiosos vivos da cultura popular brasileira".
Sebastião Vila Nova
"É escritor que ainda está por receber, dos pernambucanos, homenagem à altura da contribuição que deu à compreensão do que somos os nordestinos, através dos seus livros".
Sebastião Vila Nova
"Mário Talentosíssimo Souto Maior, digno de ser, como é e rutilante expoente maior de Pernambuco, o berço da boa brasilidade sem ufanismos acariocados ou mentirosos".
Sílvio Júlio
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