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Assinatura de Mário Souto Maior
Cronologia



1920

     Nasce no dia 14 de julho, na Rua Coronel Joaquim Gonçalves, nº 54, em Bom Jardim, Pernambuco. Filho do Coronel da Guarda Nacional, comerciante e fazendeiro Manuel Gonçalves Souto Maior e de Maria da Mota Souto Maior.

1929 a 1937

     Faz o primário na escola particular da professora Santinha, em Bom Jardim, PE (1929) e no Colégio Marista do Recife, PE (1930-1932), onde faz também o secundário (1933-1937). Em 1937, funda o Grêmio Literário Paulo Setúbal, com José Luiz Ramos e Manuel de Souza Leão.

1938 a 1940

     Cursa em 1938, o pré-jurídico no Colégio Carneiro Leão, no Recife. Funda, juntamente com Guerra de Holanda e Pelópidas Soares, a Academia dos Novos, órgão de divulgação literária. Em 1940 é nomeado para o cargo de Secretário da Prefeitura de Bom Jardim, o qual exerce até 1944.

1941 a 1947

     Faz o curso de Ciências Jurídicas e Sociais, na Faculdade de Direito de Alagoas, em Maceió. Em 23 de dezembro de 1943, casa-se com Carmen da Mota Silveira Barbosa, de cuja união nasceram sete filhos: Fred, Gise, Jane, Lis, Jan, Glen e Ed. De 1944 a 1947 ocupa o cargo de Promotor Público de Surubim, PE. Em 1945 é nomeado Prefeito do município de Orobó, PE.

1948 a 1954

     Exerce o cargo de Promotor Público da Comarca de João Alfredo, PE.

1957 a 1969

     De 1957 a 1967 exerce o cargo de diretor do Ginásio de Bom Jardim, PE, do qual foi fundador. Em 1967, torna-se Assessor da Diretoria Executiva do Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais e Inspetor de Ensino, do Ministério da Educação e Cultura, função que exerce até 1979, quando se aposenta. Em 1969 publica Como nasce um cabra da peste seu primeiro livro na área do folclore.

1970 a 1975

     Em 1972 torna-se membro do Seminário de Tropicologia da Universidade Federal de Pernambuco e em 1973, diretor da revista Ciência & Trópico, do então Instituto Joaquim Nabuco de Pesquisas Sociais, atual Fundação Joaquim Nabuco, Recife, PE, cargo que exerceu até 1975. Em 1973 publica a primeira edição do Dicionário folclórico da cachaça. Em fevereiro de 1975, toma-se sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano.

1976 a 1979

     Em 1976, torna-se pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, Recife (PE). Recebe o prêmio Joaquim Nabuco da Academia Pernambucana de Letras, pelo livro Nordeste: a inventiva popular. Durante esse período, participa, como conferencista, de vários eventos e cursos, entre eles: o 1º Encontro Cultural de Laranjeiras, Sergipe; Curso de Folclore, promovido pela Universidade Federal do Piauí/ MEC/CDFB, em Teresina, PI; Semana da Cultura, promovida pela Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB; 1º e 2º Cursos de Especialização em Pesquisa Folclórica, promovidos pelo MEC/ CDFB/IJNPS (1977); Semana Comemorativa do 50º Aniversário do Movimento Regionalista, promovido pela Universidade Federal de Alagoas/ Secretaria da Educação, Maceió (1978) e XI Seminário Paraibano de Literatura Popular, promovido pela Universidade Federal da Paraíba (1978). Em 1977 recebe o prêmio Vânia Carvalho, da Academia Pernambucana de Letras, pelo livro Território da danação, e em 1979 o prêmio Silvio Romero, da Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, pela obra Alimentação & folclore, com a qual também é contemplado com o Gran-Prêmio lberoamericano Dr. Augusto R. Cortazar, concedido pelo Fondo Nacional de las Artes, do Ministério de Educación y Justicia da Argentina, em 1989.

1980 a 1984

     Em 1980, é nomeado diretor do Centro de Estudos Folclóricos, da Fundação Joaquim Nabuco, cargo que exerceu até 1990, quando da extinção do Centro, devido a uma reestruturação institucional. Lança a primeira edição do Dicionário do palavrão e termos afins. Em agosto de 1981, torna-se sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo. Em 1982, participa, como conferencista, do XI Encontro de Especialistas do Conto Popular, promovido pela Universidade Federal da Paraíba/MEC/Instituto Nacional do Folclore, em João Pessoa (PB) e em 1983 do I Colóquio Regional sobre Plantas Medicinais na Amazônia, promovido pelo Museu Paraense Emílio Goeldi, Belém, PA e do I Curso sobre Plantas Medicinais, realizado no Recife, PE. Em 1984, publica a primeira edição do seu livro Comes e bebes do Nordeste, pela Editora Massangana.

1985 a 1986

     Em 1985, recebe a Medalha de Prata do Banco Econômico da Bahia e a Medalha Comemorativa dos 25 anos de Fundação do Rotary Club de Belém, Pará. Recebe também, o Prêmio de Menção Honrosa no IV Concurso Raimundo Correa de Poesia, outorgado pela Shogun Arte, do Rio de Janeiro e o diploma de Honra ao Mérito da Associação de Folclore e Artesanato de Guarujá, São Paulo, como colaborador da sua revista Folclore. Em abril, ocupa a cadeira nº 43, da Academia Piracicabana de Letras, São Paulo. Em novembro recebe o International Writer Certificate for Excellence, da Universidade do Colorado, Boulder, Estado Unidos. Em maio de 1986, é agraciado com a Medalha do Mérito, da Fundação Joaquim Nabuco. Torna-se sócio da União Brasileira de Escritores, de São Paulo e Pernambuco; da Academia de Letras do Rio Grande do Sul e do Instituto Cultural do Vale Caririense, de Juazeiro do Norte, CE.

1987 a 1989

     Em março de 1987, recebe a Medalha do Mérito Educacional, pelos relevantes serviços prestados à Educação em Pernambuco, conferida pelo Governo do Estado. Em agosto, participa como conferencista, do Simpósio de Cultura Popular, promovido pelo Mestrado de Antropologia e pelo Curso de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Pernambuco, Recife, e em outubro, do 1º Ciclo Natalino, promovido pelo SENAC/Secretaria de Educação de Pernambuco. Em novembro de 1988, participa do II Simpósio de Cultura Popular, promovido pelo Curso de Ciências Sociais, da Universidade Federal de Pernambuco e pelo Instituto de Documentação, da Fundação Joaquim Nabuco, com a conferência Inácio da Catingueira, escravo e poeta popular. Em 1989, torna-se sócio do Instituto de Estudos do Folclore de São Paulo e recebe o diploma de Pesquisador Emérito, conferido pela Fundação Joaquim Nabuco.

1991 a 1995

     Desde 1991 é chefe da Coordenadoria de Estudos Folclóricos, da Fundação Joaquim Nabuco. Em setembro de 1993, é homenageado pela Biblioteca Pública Estadual Presidente Castello Branco, Recife, no Projeto Escritores Vivos de Pernambuco. Em 1994 recebe a Medalha de Humanidades, da Fundação Joaquim Nabuco, o Diploma Cultural Luís Delgado, conferido pelo Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco e o diploma de Honra ao Mérito, da Comissão Catarinense de Folclore, pelo seu trabalho na área do folclore e da cultura popular brasileira. Participa do IV Congresso Afro-Brasileiro, Recife, como coordenador da Mesa-Redonda "O Negro na Literatura Popular". Em 1995 é agraciado com o troféu Construtores da Cultura - 1994, conferido pelo Conselho Municipal de Cultura do Recife e o Diploma História Viva do Recife, conferido pelo Museu da Cidade do Recife. É escolhido pela Comissão Organizadora do 1º Congresso Sul Americano de Folclore (São Paulo, agosto de 1995) patrocinado pela UNESCO, como Convidado de Honra, representando o Brasil.

1996 a 1998

     Em 1996, publica Os mistérios do faz-mal, na comemoração do dia do Folclore, no Instituto de Pesquisas Sociais da Fundação Joaquim Nabuco. Em 22 de agosto de 1997 lança a terceira edição do livro Como nasce um cabra da peste. Em 1998, publica Frei Damião: um santo?, Oração que o povo reza e Pedro e seus mil carneirinhos.

1999

     Publica Cangaço: algumas referências bibliográficas, com Lúcia Gaspar; A moça que casou com uma cobra; Padre Cícero Romão Batista: algumas referências bibliográficas, com Lúcia Gaspar; Bibliografia pernambucana de folclore; Dicionário de folcloristas Brasileiros; Um menino chamado Gilberto Freyre; Um menino chamado Hélder Câmara.

2000 a 2001

     Publica as cartilhas Um menino chamado Joaquim Nabuco e Um menino chamado Capiba, e os livros João Martins de Athayde e O papagaio e a menina.

     É convidado a participar de uma entrevista no Programa Jô Soares na rede Globo de Televisão. Recebe homenagem em uma festa de carnaval no Recife no baile dos Artistas. Publica Algumas pernas curtas da mentira; Frei Damião: algumas referências bibliográficas; Antologia Pernambucana do folclore 2, com Waldemar Valente; A menina-avó e os seus almanaques e Algumas pernas curtas da mentira. Morre no Recife, no dia 25 de novembro de 2001.

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